domingo, 25 de fevereiro de 2007

Sem rumo


o passado está sempre tão presente na nossa vida...não há como não relembrar, talvez porque o passado seja um reflexo constante do presente ou vice versa...passado ou presente a alma é a mesma, os sentimentos são os mesmos e isso não muda.

Ando sem rumo, caminho a vagar...solidão,
do amor nada restou senão,
o vazio de uma alma ferida,
desasossego de um coração.
Amarga em minha boca o fel que ficou,
resquício da tua doçura,
dureza das tuas palavras de pedra, rocha pura.
Ando sem rumo, me perco em pensamentos...nostalgia,
só você presente, me sinto impotente nessa melancolia.
Estou sem direção, rodo em volta,não acho o chão,
não acho o céu que te encobre, não acho o calor da tua mão.
Destino incerto, nada restou, vida desregrada,
lama acumulada, tua alma lavada nas lágrimas da minha emoção.
Foi teu caminho ser outro, a mim ficou o desconforto de sozinha chorar em vão.
Ando sem rumo, tentando ainda seguir os teus passos
como se fossem meus, te buscando como se te pudesse achar,
procurando no vazio da minha vida te reencontrar.
Mas não posso, pois somos opostos mesmo sendo iguais, estou eu cada vez mais
distante, perdida em meu mundo tão pequeno,
onde só cabe você e eu no meu mórbido
prazer, no meu peito tentando reter o que já não mais existe
e isso é tão triste,
porém nada posso fazer, a não ser esperar esquecer.
Ando sem rumo, estou sem você, procuro um novo começo
que só eu posso viver.


Flor Luciano(Darling Dear)25/02/2007

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